"O Grupo do Leão. A arte moderna de Silva Porto, Columbano, Malhoa, Pinto, Maria Augusta Bordalo Pinheiro e de outros Leões e Leoas"

"A exposição "O Grupo do Leão. A arte moderna de Silva Porto, Columbano, Malhoa, Pinto, Maria Augusta Bordalo Pinheiro e de outros Leões e Leoas", patente no Museu e Centro de Artes de Figueiró dos Vinhos, foi prorrogada até ao dia 14 de Maio de 2017. A exposição conta com obras de conceituados artistas do Grupo do Leão, com destaque para José Malhoa, Manuel H. Pinto, Silva Porto, Columbano Bordalo Pinheiro, entre outros. Não deixe de visitar esta grandiosa exposição e conhecer vários artistas ligados ao naturalismo português."

Alteração de horário de atendimento ao público

À semelhança do Posto de Turismo, o Museu e Centro de Artes, Museu do Xadrez e “O Casulo” encontram-se com o horário de inverno, estando aberto ao público de segunda a domingo das 9h00 às 17h00 com interrupção para almoço das 13:00 às 14:00.

 

 

O Grupo do Leão. A arte moderna de Silva Porto, Columbano, Malhoa, Pinto, Maria Augusta Bordalo Pinheiro, e de outros leões e leoas

Inaugura-se no próximo dia 23 de julho a exposição “Os Caminhos do Naturalismo em Figueiró dos Vinhos – O Grupo do Leão. A arte moderna de Silva Porto, Columbano, Malhoa, Pinto, Maria Augusta Bordalo Pinheiro, e de outros leões e leoas”.

 

“Expõe Malhoa uns quadros de género, simples pastorais, que parecem ter sido feitas de colaboração com o seu colega Henrique Pinto, tanto a factura deles se assemelha à deste artista. Houve quem chamasse àquela série Escola de Figueiró dos Vinhos. Em toda ela se distinguem as mesmas qualidades, e avultam os mesmos defeitos.” Ribeiro Artur – Arte e artistas contemporâneos (Exposição do Grémio Artístico) 1896.

O interesse em captar a paisagem “do natural”, já introduzido pela geração romântica, confirma, com sucesso junto do público, as propostas de arte moderna de Silva Porto, em 1879, primeiro bolseiro do Estado em Paris. Coloca-se no centro de um grupo de artistas, alguns também pensionistas nesta cidade, e no foco das atenções dos críticos de arte. Ramalho Ortigão logo o visita no atelier e convence-o acerca da importância de representação da “natureza viva dos campos” (Ramalho Ortigão. Diário da Manhã, 1879) e da pintura ao ar-livre, em viagens pelo país. Falava de uma fórmula naturalista, ainda em 1883, tal como os mestres holandeses do século XVII tinham captado a realidade. No entanto, Simões de Almeida, Tio, mestre de escultura na Academia de Belas-Artes, sugere aos seus discípulos José Malhoa e Henrique Pinto a frequência de Figueiró dos Vinhos porque seria escusado andar de trouxa às costas a percorrer Portugal. Em Figueiró tinham tudo: paisagem, luz, motivos e modelos populares para pintar...

“Os olhos da alma. Figuras e expressões em pinturas de José Malhoa”

A Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos inaugura no próximo dia 28 de Novembro, pelas 16h, no Museu e Centro de Artes de Figueiró dos Vinhos, a terceira exposição “Os Caminhos do Naturalismo em Figueiró dos Vinhos”, desta vez subordinada ao tema “Os olhos da alma. Figuras e expressões em pinturas de José Malhoa”. Nesta nova exposição evidenciam-se os retratos, uma das temáticas mais frequentes na obra de José Malhoa, tanto a óleo, como a pastel ou a carvão, e onde o pintor conseguiu obter vários êxitos e galardões internacionais.

 

 

 

Visitar Malhoa

No âmbito do projeto expositivo "Os Caminhos do Naturalismo em Figueiró dos Vinhos - Casos e mistérios", o Município de Figueiró dos Vinhos realiza no próximo dia 18 de julho, pelas 16 horas, no Museu e Centro de Artes de Figueiró dos Vinhos, a tertúlia "Visitar Malhoa".

 

 

OS CAMINHOS DO NATURALISMO EM FIGUEIRÓ DOS VINHOS. Casos e mistérios.

“Ao traçar o ambiente de Figueiró em finais do século XIX e inícios do XX, encontram-se ecos do naturalismo português nestas serranias com a presença dos naturalistas J. Malhoa e H. Pinto. Descobrem-se os amigos dos pintores, os modelos de muitas pinturas, um interesse focado na fotografia de aspetos paisagísticos, costume e retrato, mas também polémicas políticas, grupos intervenientes na economia da região e nas áreas culturais. Por um acaso feliz, decorrente da simpatia e colaboração de muitos figueiroenses contemporâneos, atentos aos fenómenos das redes sociais, e interessados na busca de um tempo perdido, consegue-se recuperar a memória de incidentes relacionados com a passagem de um advogado por Figueiró, retratado por J. Malhoa – este é o caso polémico, o caso deste funcionário da Conservatória do Registo Predial, Dr. Adalberto Pereira, “um negro que por sinal quer passar por branco”, acusara O União Figueiroense, de 1917. Tudo termina em 1921 quando se suicida por razões inexplicáveis. Mais tarde, em alusão às suas origens, o diretor do Museu Nacional de Arte Contemporânea, em 1961, Eduardo Malta, pretende adquirir esta pintura para o museu, num período político difícil, visto tratar-se do retrato de um advogado “de raça preta”, justificando assim a inexistência de racismo em Portugal...”

 

Maria de Aires Silveira